Plenária de Conjuntura e Movimento Docente do Congresso do ANDES-SN aponta necessidade de unidade de ação
A primeira plenária temática do 44º Congresso do ANDES-SN, sobre Conjuntura e Movimento Docente, apontou a necessidade de unidade de ação para enfrentar a extrema direita, lutar em defesa dos direitos da categoria e dos serviços público.
A plenária, realizada na noite dessa segunda-feira (2), teve início com os autores dos 15 textos de resolução sobre o tema apresentando as suas análises da conjuntura política, econômica, social e educacional no Brasil e, ainda, do cenário internacional. As falas trouxeram também propostas e análises para orientar a atuação política e sindical da categoria docente no próximo período.
Unidade de ação
Em comum, a plenária apontou a necessidade de unidade de ação para enfrentar a extrema direita nas ruas e nas urnas, de lutar em defesa dos direitos da categoria e dos serviços públicos e de construir estratégias para barrar a crise socioambiental sob uma perspectiva anticapitalista. A importância de fortalecer as alianças internacionalistas para combater o avanço do imperialismo sobre a América Latina e outros países do Sul Global e ampliar a solidariedade com Cuba, Venezuela e Palestina esteve presente em várias das apresentações.
No campo educacional, os docentes indicaram a urgência de reverter o subfinanciamento das universidades públicas, institutos federais e Cefets como forma de combater a precarização e a plataformização do trabalho docente e os seus impactos na saúde da categoria. Também foi destacado como prioritário o enfrentamento às propostas de reforma administrativa, que ameaçam os serviços públicos e o funcionalismo em todas as esferas.
Os debates reforçaram a importância da luta por justiça social na construção de uma sociedade antirracista e no combate ao machismo, à LGBTI+fobia, ao capacitismo, à violência do Estado, em especial contra as populações pobres e periféricas, e contra todas as formas de opressão. A unidade entre os povos do campo e da cidade também foi apontada como estratégia necessária para a resistência à destruição do meio ambiente e na construção de um outro modelo de sociabilidade.
As falas destacaram também a importância do ANDES-SN como ferramenta fundamental de luta da classe trabalhadora. Foi reafirmada a relevância de fortalecer a organização interna do sindicato nacional, reforçando sua autonomia, independência e construção pela base.
Os debates ressaltaram que a presença ns ruas em 2025, na luta contra a reforma administrativa e contra a escala 6×1, além da luta vitoriosa em defesa da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), da participação na Cúpula dos Povos durante a COP 30, o apoio na construção da II Marcha das Mulheres Negras e da III Marsha Trans, entre outras ações do ANDES-SN, mostraram que a mobilização coletiva continua sendo a ferramenta mais eficaz da categoria docente. Além disso, reforçaram a compreensão de que a defesa de uma universidade popular, gratuita, socialmente referenciada e antirracista é indissociável da luta contra o capital e em defesa de um novo modelo de sociedade.
Avaliação
“Me parece que a base do ANDES-SN compreende as eleições de 2026 como um desafio bastante importante. A importância de derrotar a extrema direita, não apenas nas urnas, mas também nas ruas, foi recorrente nas avaliações. A gente verifica o desejo e a necessidade da nossa base de nos mantermos extremamente mobilizados, nesse ano de 2026, para enfrentar, obviamente, não só a extrema direita, que vem forte, mas também uma série de outros desafios que acabam comprometendo a nossa capacidade de organização”, avaliou a diretora do ANDES-SN, Fernanda Mendonça.
Para a docente, ficou nítido, nas apresentações e nos debates que se seguiram, a necessidade de o ANDES-SN assumir o protagonismo dessas lutas: “a gente precisa continuar instigando a nossa base para se organizar cada vez mais e enfrentar os diferentes desafios que vão se apresentar ao longo do ano de 2026”.
Além de Fernanda Mendonça, conduziram a mesa da Plenária de Conjuntura os diretores Jacob Paiva, Virgínia Viana e Márcio Wagner.
Denúncia
No início da plenária, o vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal de São Carlos (Adufscar SSind.), Joelson de Carvalho, denunciou como a Proifes-Federação segue atuando com uma política antidemocrática a antissindical contra docentes da instituição. Segundo ele, representantes da diretoria anterior da Adufscar SSind. estão sendo processados individualmente como forma de retaliação por sua atuação no Grupo de Trabalho de Oposição Sindical do ANDES-SN.
(Assessoria de Comunicação da ASPUV com informações do ANDES-SN)