Brasil anuncia que vai aderir a processo que acusa Israel pelo genocídio palestino em Gaza
O governo brasileiro anunciou que está em “processo final” para aderir à ação que acusa o Estado de Israel pelo genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza. A ação, movida pela África do Sul, pede à Corte Internacional de Justiça – órgão judicial da Organização das Nações Unidas (ONU) – que declare que Israel violou, no conflito contra o Hamas, obrigações previstas na Convenção para a Prevenção e Repressão ao Crime de Genocídio.
Segundo dados da rede de notícias Al Jazeera divulgados na última sexta-feira (25), em 24 horas, os hospitais de Gaza registraram nove mortes por fome e desnutrição, elevando esse total para 122, de acordo com o Ministério da Saúde. Desde os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, mais de 59,6 mil palestinos foram mortos por Israel na Faixa de Gaza, e 143,9 mil, feridos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro expressa indignação em meio aos recorrentes casos de violência contra a população civil na Palestina. A nota afirma que os massacres de civis, sendo a maior parte mulheres e crianças, tornaram-se cotidianos durante a entrega de ajuda humanitária em Gaza. “A decisão fundamenta-se no dever dos Estados de cumprirem com suas obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça, em medidas cautelares anunciadas em 2024”, diz um trecho do texto.
O processo em questão foi aberto pela África do Sul no fim de 2023. Mas, neste mês, o país sul-africano apresentou uma nova petição após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar um plano para expulsar os palestinos de Gaza, por meio da criação de uma suposta cidade humanitária.
ANDES-SN em defesa do povo palestino!
O ANDES-SN tem uma longa história de apoio à luta palestina, iniciada em 2003, com ações de solidariedade e boicote ao Estado de Israel. Em 2018, aderiu à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). No 42º Congresso, realizado em 2024, aprovou a moção Não é guerra, é genocídio! e no 67º Conad deliberou por lutar pelo rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Já neste ano, no 43º Congresso e no 68º Conad, a categoria docente reafirmou a solidariedade ao povo palestino, o compromisso com a autodeterminação palestina e a denúncia das violações cometidas contra esse povo.
No ano passado, a ASPUV realizou, em Viçosa, o lançamento do livro Contra o Sionismo: Retrato de uma Doutrina Colonial e Racista escrito pelo jornalista Breno Altman, que é judeu. Na ocasião, Altman concedeu uma entrevista falando sobre a centralidade da luta em defesa do povo palestino, que pode ser assistida no link a seguir:
Confira também:
– “A questão palestina é a régua moral dos nossos tempos”, diz jornalista Breno Altman em Viçosa
– Rádio ASPUV #5/25 | Internacionalismo e Solidariedade
(Assessoria de Comunicação do ANDES-SN com edições da ASPUV)