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Seção Sindical dos Docentes da UFV
Assembleia da ASPUV indica necessidade de intensificar mobilização diante da reforma administrativa e outros ataques

 A 159ª Assembleia Geral Extraordinária da ASPUV, realizada na tarde dessa segunda-feira (23), apontou a necessidade de se intensificar a mobilização da categoria docente. Foi destaque a preocupação com o não cumprimento integral do acordo de greve (cuja assinatura completa um ano nesta semana), com o projeto de reforma administrativa e com a situação orçamentária das instituições federais de ensino.

Como não foi atingido quórum, não foi possível deliberar sobre a paralisação na próxima quinta (26), conforme indicado pelo ANDES-SN. Mas os presentes se debruçaram sobre a análise de conjuntura e indicaram uma série de ações à Diretoria.   


Análise de conjuntura e mobilização

Durante a análise de conjuntura, os professores sublinharam a situação do acordo de greve. Recentemente, o ANDES-SN divulgou um quadro atualizado sobre o cumprimento. Apesar da importante conquista da recomposição salarial, a maioria dos itens segue sem efetivação prática (acesse o quadro do ANDES-SN aqui), prejudicando toda a categoria, sobremaneira aposentados e docentes EBTT. 

Além da pressão sobre esse ponto, os sindicalizados apontaram a intensificação da luta pela derrubada da reforma administrativa. A avaliação é que o projeto representa a destruição das universidades e dos serviços públicos, devendo ser rejeitadas a proposta em articulação no Congresso e também a que provavelmente será apresentada pelo governo federal. Nesse sentido, foi lembrada a mobilização conjunta de entidades do serviços público de todo o país, realizada entre 2020 e 2021, que culminou no engavetamento da reforma que estava em tramitação na Câmara como PEC 32.

A análise destacou ainda que os problemas conjunturais passam por uma base comum: os tetos orçamentários impostos pelo arcabouço fiscal. Não bastasse a restrição dos investimentos primários, o arcabouço tende a se tornar incompatível com a manutenção dos pisos constitucionais da saúde e da educação, já que estes seguem o fluxo da arrecadação da União. Contraditoriamente, enquanto isso, o orçamento financeiro do Brasil segue engolido pelos encargos da dívida pública, que não são limitados pelo arcabouço e estão em crescimento com os constantes aumentos da taxa Selic.

Por fim, os sindicalizados apontaram que a ASPUV deve retomar a pressão para que a UFV revogue as honrarias concedidas a Ernesto Geisel e a outros integrantes da ditadura empresarial-militar; buscar participação na agenda de comemoração dos cem anos da universidade – destacando a história sob a perspectiva dos trabalhadores; e manifestar apoio à comunidade da UEMG diante do projeto de federalização apresentado por Romeu Zema. Também foi frisada a importância da articulação com os demais sindicatos da UFV e da cidade para o fortalecimento das mobilizações.

(Assessoria de Comunicação da ASPUV)

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