ASPUV manifesta preocupação e repúdio à pré-seleção de escolas viçosenses para o Programa de Escolas Cívico-Militares do Governo Zema
A militarização não é e nunca foi solução para os problemas da educação escolar!
A Seção Sindical dos(as) Docentes da UFV (ASPUV) manifesta preocupação e repúdio à pré-seleção de três escolas viçosenses para o Programa de Escolas Cívico-Militares do Governo Zema em Minas Gerais.
Nas escolas cívico-militares, são notórios os casos de violação de direitos humanos, como os de preconceito, violência e censura, entre outros. Também não há qualquer evidência de que essas instituições apresentem melhores resultados educacionais do que as que não adotam o ensino militarizado.
Não à toa, diversos especialistas e entidades da área, como o próprio ANDES-SN, já apontaram os problemas do modelo e os seus impactos extremamente negativos para uma formação cidadã e emancipadora. Em junho deste ano, o próprio Comitê de Direitos da Criança (CDC) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o Brasil proíba a militarização das escolas públicas, por considerar que o processo está na contramão de uma educação inclusiva e de qualidade.
Ressaltamos outra preocupação: a possível pressão por parte da Secretaria de Estado da Educação e de setores conservadores da comunidade sobre as instituições escolares para aderirem a esse novo modelo proposto. É fundamental garantir às instituições o que está previsto em lei: a autonomia em seus processos decisórios e pedagógicos.
A ASPUV reforça sua luta e posição contrária à militarização das escolas públicas bem como o seu compromisso com uma educação crítica, inclusiva e de qualidade enquanto um direito para todos(as)!
Diretoria da ASPUV Seção Sindical
Gestão 2024-27