ANDES-SN vai à Embaixada da Palestina reafirmar solidariedade
A nova diretoria do ANDES-SN esteve, nessa quinta-feira (14), na Embaixada da Palestina para reafirmar o compromisso de solidariedade com o povo palestino e se apresentar formalmente ao embaixador Ibrahim Alzeben. Também foram apresentadas as resoluções mais recentes da categoria docente relativas à questão, aprovadas no 68º Conad realizado no último mês, em Manaus (AM).
O sindicato nacional foi representado pela encarregada de Relações Internacionais e primeira vice-presidenta, Caroline Lima; pelo encarregado de Imprensa e segundo tesoureiro, Diego Marques; pelo segundo secretário, Herrmann Muller; pela segunda vice-presidenta da Regional Planalto, Muna Muhammad Odeh; e pela primeira vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro, Raquel Vega.
“Nós apresentamos as resoluções que aprovamos nesse último Conad, principalmente aquelas relacionadas aos estudantes refugiados que estão vindo para o Brasil. O debate foi muito importante porque o embaixador trouxe elementos políticos sobre o acolhimento a esses e essas estudantes, e como o Brasil não tem uma política de imigração, não tem uma política de Estado para atender refugiados e refugiadas”, disse Caroline Lima.
Conforme Caroline, o embaixador palestino afirmou que o governo brasileiro tem disposição de acolher os imigrantes, mas não tem uma política de Estado que garanta a permanência, principalmente para estudantes que virão para as universidades públicas. “Esse elemento foi importante porque nós colocamos, inclusive, para o embaixador Ibrahim Alzeben, o papel das universidades, IFs e cefets no debate sobre a construção de uma política de Estado para receber refugiados e refugiadas. Um outro elemento que nós debatemos é a construção, em diálogo com a embaixada e com o povo palestino, de políticas sindicais para que possamos avançar, no setor da Educação, pensando a luta contra o genocídio do povo palestino”, explicou.
Canal de diálogo
A diretora do ANDES-SN avaliou que a reunião foi muito importante para abrir um canal de diálogo formal com a Embaixada para diversas articulações, inclusive no Legislativo e Executivo, bem como para espaços formativos. “Nós findamos com uma solicitação do embaixador de levarmos para o MEC, e para os espaços deliberativos do ANDES-SN, uma discussão de intercâmbio entre docentes brasileiras e brasileiros e professores e professoras palestinos e palestinas, considerando a história da América Latina e da sua resistência, como também da resistência do povo palestino, a partir de uma perspectiva decolonial, reafirmando a necessidade do debate classista”, disse
A Embaixada da Palestina também confirmou participação na reunião do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GPFS) do ANDES-SN, que será realizada em setembro. “No dia 5, nós vamos conversar sobre a rede de pesquisadores palestinos, tanto brasileiros e brasileiras que estudam Oriente Médio e o povo palestino, quanto professores e professoras palestinas que estão aqui no Brasil. Ficamos muito felizes com essa possibilidade. A embaixada informou que vai se fazer presente nessa atividade, para contribuir não só com a discussão, mas para fortalecer esse elo com o movimento sindical no Brasil e com o ANDES-SN”, acrescentou Caroline.
68º Conad
Além de buscar mecanismos de solidariedade e apoio a estudantes palestinos no Brasil, o 68º Conad também aprovou que o Sindicato Nacional incentive as Seções Sindicais a adotarem iniciativas para concretizar as deliberações em relação ao Boicote, Desenvolvimento e Sanções (BDS).
Para intensificar a denúncia da guerra contra a Palestina, foi indicado, ainda, às seções sindicais que, junto à campanha BDS, realizem manifestações, palestras e debates que possam ajudar na propaganda em defesa do povo palestino. Também reafirmaram a luta para fazer das Instituições de Ensino Superior (IES), dos institutos federais e cefets territórios livres de apartheid.
ANDES-SN em defesa do povo palestino!
O ANDES-SN tem uma longa história de apoio à luta palestina, iniciada em 2003, com ações de solidariedade e boicote ao Estado de Israel. Em 2018, aderiu à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). No 42º Congresso, realizado em 2024, aprovou a moção Não é guerra, é genocídio! e no 67º Conad deliberou por lutar pelo rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Já neste ano, no 43º Congresso e no 68º Conad, a categoria docente reafirmou a solidariedade ao povo palestino, o compromisso com a autodeterminação palestina e a denúncia das violações cometidas contra esse povo.
No ano passado, a ASPUV realizou, em Viçosa, o lançamento do livro Contra o Sionismo: Retrato de uma Doutrina Colonial e Racista escrito pelo jornalista Breno Altman, que é judeu. Na ocasião, Altman concedeu uma entrevista falando sobre a centralidade da luta em defesa do povo palestino, que pode ser assistida no link a seguir:
Confira também:
– “A questão palestina é a régua moral dos nossos tempos”, diz jornalista Breno Altman em Viçosa
– Rádio ASPUV #5/25 | Internacionalismo e Solidariedade
(Assessoria de Comunicação do ANDES-SN com edições e acréscimo de informações da ASPUV)