ANDES-SN e Sinasefe denunciam tentativa de invasão de bases pelo Proifes em três estados
A Proifes voltou a protagonizar episódios de ataques às representações sindicais legítimas. Mesmo sem carta sindical vigente para representar os docentes federais, a entidade investiu em ações para disputar a representação de bases já organizadas há décadas pelo ANDES-SN e pelo Sinasefe.
A mais recente ocorreu em outubro, em São Paulo. A federação ilegítima direcionou seus ataques às instituições federais vinculadas ao Ministério da Defesa (MD), base representada há mais de 20 anos pelo Sinasefe. O objetivo era criar um sindicato nacional em Pirassununga (SP), que abrangeria docentes civis das academias militares e das instituições de ensino básico, profissional e tecnológico vinculadas ao MD.
A estratégia consistiu em convocar docentes da Academia da Força Aérea (AFA) para um suposto almoço de confraternização em uma casa de festas. O local, porém, estava totalmente cercado e com a entrada controlada por seguranças privados, que impediram o ingresso de docentes dos colégios administrados pelo MD de diversas regiões.
Assim como em outras ocasiões, ao perceber estar em minoria, a Proifes cancelou a reunião e restringiu a entrada apenas a docentes da AFA. Mesmo assim, os docentes presentes decidiram realizar a assembleia e rejeitaram a criação do novo sindicato, frustrando mais uma tentativa de invasão de base já representada.
Outros casos
Neste ano, ainda foram registradas outras duas tentativas: uma na Bahia e outra no Ceará. A estratégia é estadualizar entidades para, posteriormente, utilizar o princípio da unicidade sindical como justificativa jurídica para bloquear a organização nacional de sindicatos. Estratégia semelhante ocorre em Santa Catarina, via Apufsc; em Goiás, com a ADUFG; e no Rio Grande do Sul, com a ADUFRGS.
No estado do Ceará, no mês de junho, a Proifes convocou uma assembleia para o município de Limoeiro do Norte, com o objetivo de alcançar a base docente do Sinasefe no Instituto Federal do Ceará (IFCE). A reunião ocorreu em um hotel, novamente com seguranças privados que impediram o acesso de docentes ao local, inclusive com apoio da Polícia Militar.
Mesmo apresentando contracheques e comprovando o direito de participar, professores foram barrados, enquanto representantes ligados à Proifes ingressaram sem necessidade de identificação. A reunião, considerada ilegítima, resultou na criação de uma entidade denominada Adifce, que, agora, busca reconhecimento jurídico.
Na Bahia, em maio, a Proifes tentou instituir um sindicato estadual com o intuito de retirar a legitimidade das seções sindicais do Sinasefe nos institutos federais da Bahia (IFBA) e Baiano (IFBAIANO), e das seções do ANDES-SN nas Universidades Federais do Recôncavo da Bahia (UFRB), Sul da Bahia (UFSB) e Oeste da Bahia (Ufob). A Apub/Proifes convocou uma assembleia e contratou segurança privada. No entanto, ao perceber que estava em minoria, tentou impedir a continuidade dos trabalhos. Além disso, houve agressões físicas e verbais, inclusive com ataques de cunho misógino e racista.
Em resposta, os docentes decidiram prosseguir com a assembleia e rejeitaram por ampla maioria a proposta de criação do sindicato estadual. A assembleia contou com forte mobilização dos docentes dessas instituições e com o apoio de professoras e professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do campus Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
Ataques ao ANDES-SN e ao Sinasefe nas redes sociais
Paralelamente às investidas presenciais, a Proifes tem intensificado ataques contra o ANDES-SN e o Sinasefe em suas redes sociais e site. A campanha, baseada em desinformação e discursos hostis, contrasta com a ausência de propostas reais em defesa da educação pública, da carreira docente e das instituições federais.
Em nota conjunta, o ANDES-SN e o Sinasefe reafirmaram que não aceitarão práticas divisionistas, truculentas e baseadas em manipulação midiática. “Não permitiremos que a manipulação midiática, a desinformação, o divisionismo, a truculência e o discurso de ódio sejam a prática na relação sindical com professoras e professores federais de todo país. Vida longa aos sindicatos classistas, legítimos e verdadeiros representantes da educação pública!”, frisaram os sindicatos.
Acesse aqui a nota do ANDES-SN e do Sinasefe na íntegra.
(Assessoria de Comunicação do ANDES-SN com edições da ASPUV)