ANDES-SN lança documentário sobre a importância da educação e da ciência para o país
O ANDES-SN lançará, no dia 16 de setembro, o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. Com direção de André Manfrim, o filme será exibido às 17h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH/USP (Campus Butantã). Posteriormente, será exibido regionalmente em outras cinco capitais.
A obra é uma iniciativa da campanha Lutar não é Crime!, feita pelo sindicato nacional para combater a avalanche de ataques da extrema direita e das políticas de austeridades à educação superior e à ciência públicas. O objetivo é forçar o papela fundamental que elas têm na transformação da realidade brasileira. O filme conta com a participação de lideranças estudantis e sindicais, personalidades públicas e traz o depoimento de brasileiros, cujas vidas são impactadas cotidianamente pelo ensino superior e pela ciência.
“O documentário pretende ser um instrumento contra a desesperança alimentada pela extrema direita e pelo realismo cínico de quem só defende cortes. Queremos chamar a atenção da população brasileira para a esperança, para a defesa desses patrimônios nacionais tão importantes para nossa classe trabalhadora, que são as instituições de ensino e pesquisa públicas”, explicou o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça.
Dados da educação e ciência públicas
Mais de 95% da produção científica brasileira provêm das universidades públicas. Elas também requisitam quatro a cada seis pedidos de patente no país, segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi).
Outra informação de destaque bno documentário é a democratização do ensino superior, De acordo com estudos baseados no Censo da Educação Superior, a presença de estudantes negros nas universidades públicas brasileiras cresceu mais de 22 p.p. nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% do total de matrículas. Atualmente, 64,7% dos estudantes das universidades públicas cursaram, integral ou majoritariamente, o ensino médio em escolas públicas e 70,1% pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário-mínimo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo em comparação com quem cursou apenas o ensino médio. Trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aqueles com apenas ensino médio.
(Assessoria de Comunicação do ANDES-SN com edições da ASPUV)