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Seção Sindical dos Docentes da UFV
22º Acampamento Terra Livre (ATL) reforça luta dos povos indígenas: ANDES-SN apoia atividade

Com o tema Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós, a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) teve início no último domingo (5), em Brasília (DF). Milhares de lideranças indígenas de diversas regiões do país estão na capital federal, para debater o futuro das suas terras e da própria democracia.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o ATL reafirma a sua posição como a maior assembleia indígena do país e seguirá com atividades até o dia 11, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). Durante esse período, haverá marchas, assembleias, debates e manifestações culturais, reforçando a união entre os povos e dando visibilidade às suas demandas diante da sociedade brasileira e da comunidade internacional. O ANDES-SN estará presente no ATL. 

Programação

A programação do ATL conta com cinco eixos centrais:

  • A Resposta Somos Nós;
  • Nosso Futuro Não Está à Venda;
  • Nossa Luta Pela Vida!;
  • Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida;
  • e Diga ao Povo que Avance!.

Na plenária dessa segunda-feira (6), lideranças de todas as regiões do país debateram a violência vivida durante a ditadura militar.  A atividade foi organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, que busca ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).

Já na terça (7), a programação será marcada pela marcha Congresso inimigo dos povos: Nosso futuro não está à venda. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); os PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o Grupo de Trabalho (GT) de Mineração em terras indígenas; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).

Já na quarta (8), o movimento indígena fortalece a sua atuação em espaços internacionais na plenária Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental. Além da mesa, haverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas e outro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.

As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre na mesa Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós, que será realizada na próxima quinta (9). À tarde, ocorrerá a marcha Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida. Segundo a Apib, até março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas já estavam prontas para serem homologadas e aguardavam apenas a assinatura presidencial. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.

A programação do acampamento terminará com uma plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Já o dia 11 será reservado para o retorno das delegações aos seus territórios. 

Acampamento Terra Livre (ATL)

O Acampamento Terra Livre surgiu em 2004, a partir de uma ocupação realizada por povos indígenas em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília. A mobilização rapidamente ganhou adesão nacional e contribuiu para a criação, em 2005, da Apib, hoje principal referência na organização política indígena no país. 

O ANDES-SN apoia o ATL anualmente reafirmando compromisso histórico com a luta dos povos indígenas.

(Assessoria de Comunicação do ANDES-SN com edições da ASPUV)

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